![]()
|
Spin – Pop Disaster Tour
Blink 182 / Green Day / Jimmy Eat World Smirnoff Music Center, Dallas 9/05/02
O sol da tarde ainda brilhava quando a banda Jimmy Eat World entrou no palco com “A Praise Chorus”, aquela na qual o vocalista Jim Adkins canta, “Even at 25, you gotta start sometime.” A maioria dos fãs parecia ser dez anos mais jovens que eles, fazendo desse quarteto do Arizona a voz da molecada nesta turnê, que uniu três gerações do punk pop popular. Embora a turnê tenha sido chamada de “Pop Disaster”, o Jimmy Eat World que amargou seis anos de apatia em uma major, prova que o que quer que seja que não tenha matado uns punks, só podem fazê-los ficar mais fortes. No momento que fecham o show com o hit de rádio “The Middle”, até mesmo o mais solitário dos nerds estava fazendo acordes com as mãos e contando o verso “just be yourself”. Ao menos para este verão, o Jimmy Eat World é a trilha-sonora para os encontros pós-escola dos adolescentes.
O Green Day é a próxima banda, entrando no palco como alas de um time de futebol americano e imediatamente começam com a canção “Maria”, uma das duas canções nunca lançadas anteriormente e que saíram no álbum International Superhits, de 2001. Passando por todas as levadas com o público, o Green Day parecia renascido. Os superhits da banda parecem a água que sai da arma de brinquedo de Billie Joe na cara da platéia. A banda tocou “Longview”, “Welcome To Paradise” e “Brain Stew” nos primeiros dez minutos de show. Em um dado momento, Armstrong chamou três fãs da platéia para tocarem a canção cover “Knowledge” da banda Operation Ivy. Armstrong ficou apenas no vocal, dando um selinho no guitarrista e dizendo para o baixista “não se mostrar”. Quando a canção terminou, ele deu ao seu companheiro uma guitarra de presente, como recompensa pelo esforço. Após uma performance solo da maravilhosa “Good Riddance (Time Of Your Life)” contando com 1.001 celulares ligados e para cima (os isqueiros do século XXI), Armstrong saiu do palco com aplausos ensurdecedores.
Coitada da banda que tem que tocar depois deles. O Blink 182
trouxe para o palco mais pirotecnias do que a Bagram Air Base, mas quase nada de
seu humor característico. Singles certeiros como “First Date” e “What’s My Age
Again?” ainda soam atuais, mas as falas de Hoppus/DeLonge no palco (“Esta canção
fala sobre meu pau!”) pareciam de alguma forma sem inspiração. A falta de brilho
figurativo (e o domínio de verdadeiro brilho), fez com que canções mais sérias
como “Stay Together For The Kids” não tivessem efeito algum. Após o baterista
Travos barker ter feito o seu truque de bateria giratória, após Tom ameaçar
mostrar suas bolas para o público e após Hoppus cantar sua canção cheia de
“piss” e “shit”, a banda tocou “Dammit”, a canção mais agrada-fãs do show.
“I guess this is
growing up!” DeLonge gritou. Acho.
Mas, como o Green
Day provou, até mesmo punks podem crescer muito bem. |