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Green Day e o Palácio da Sabedoria! Como os punks obcecados por catotas cresceram e compuseram uma ópera rock que cutuca George W. Bush? Eles acertaram a mão e agora pegam a estrada até chegar em primeiro lugar nas paradas de sucesso. "Faça com que todos os caipiras da América escutem vocês agora," grita o vocalista do Green Day Billie Joe Armstrong e 5.000 fãs britânicos respondem com o coro "... Idiot America!" Estamos em Janeiro e o Green Day está tocando na Brixton Academy, duas semanas após o começo de sua turnê européia que já chegou a vender 175.000 ingressos em menos de uma hora. Em Abril, a banda começará uma turnê de arenas durante um mês pela América em suporte á "American Idiot," álbum este que estreou em primeiro lugar em Setembro de 2004 e não saiu mais do Top 10. O álbum que fala sobre George W. Bush e a Guerra no Iraque, "Nós fizemos de tudo para encher o saco das pessoas," diz Armstrong que tocou American Idiot vestindo uma máscara de Bush na semana das eleições presidenciais. O álbum que fez com que a banda fosse indicada em sete categorias do Grammy, incluindo Álbum do Ano, "Ganhar este prêmio traria de volta minha fé no Rock N' Roll," diz Mike Dirnt, onde Armstrong ainda diz, "Eu acho é que a gente merece mesmo," sobre o álbum que fez o Green Day ser tratado como estrelas do rock mais uma vez. No palco da Brixton, Armstrong parece um boneco enlouquecido, não pára um segundo. O baterista Tré Cool, ainda fica em pé, correndo ao redor de seu kit enquanto bate nos pratos. Parece que a única pessoa do lugar que não se mexe muito é Dirnt, mesmo que do fundo da arena você consiga ver as veias bombando em seu pescoço. "Esta música é um enorme foda-se para o governo da América," Armstrong diz antes de tocarem "Holiday". "Esta música não é Anti-Americanos, é Anti-Guerra!" A enorme tela atrás da banda mostra imagens de aviões e helicópteros lançando bombas. Quase uma hora depois, a banda fez um bis com uma sincera versão de "We Are The Champions" do Queen. A platéia canta em uníssono. Não parece apenas que o Green Day está voltando ao topo das paradas, parece que a banda está liderando um movimento de resistência e revolução. Quando o Green Day estourou com Dookie em 1994, eles eram três garotos da pequena comunidade punk de Berkeley, Califórnia. Eles cantavam sobre o tédio adolescente, masturbação e vagabundagem. Dookie vendeu 20 milhões de cópias, mas desenhou o modo como cresceram os punks junto com eles. Com 23 anos de idade, todos já eram milionários e estavam casados. Eles continuaram fazendo álbuns mas pararam de conversar uns com os outros. Não antes de terem ao todo 5 filhos e 3 divórcios no currículo. Em 2001, lançaram uma coletânea de hits e caíram na estrada. E a história poderia ter terminado ali. "Acabar a banda era uma opção," diz Dirnt. "Estávamos discutindo demais e sofrendo muito. Tínhamos que mudar de direção." Então, passaram um ano trabalhando em como acertar suas diferenças e aprendendo a como fazer um novo tipo de música. Armstrong confessou á Dirnt e Cool que ele tinha um segredo, não muito punk, ambiciosamente falando: "Escrever a 'Bohemian Rhapsody' do futuro." Logo estavam trabalhando em músicas de nove minutos que formam o coração de American Idiot, "Jesus Of Suburbia" e "Homecoming." O trabalho aumentou e acabaram fazendo uma ópera rock. "Eu olhei no message board da banda," diz Armstrong "e alguns garotos acharam que estávamos ficando malucos. Tipo 'Foda-se, vamos desativar o message board!' Nós decidimos que iríamos ser a maior e melhor banda do mundo ou dar de cara no chão!" Já é o dia seguinte ao show da Brixton. Armstrong se enfia em uma cadeira verde-limão no saguão do hotel em Londres. Ele ainda é o único membro da banda que se aparenta mais novo do que realmente é (todos os três completam 33 anos este ano), mas parece tão cansado pela cruel turnê do mês que ele jurou não ingerir álcool por um mês. Armstrong se mantém um belo aprciador de bebidas, mas já não se droga mais - uma grande mudança para uma banda que se deu o nome pelo fato de passar dias e dias apenas fumando maconha sem fazer mais nada, porém, não é uma surpresa para um cara que é pai de duas crianças: Joey, 10 anos e Jakob, 6 anos de idade. Ele é relaxado e conversa calmamente, com uma bela confiança. De acordo com Armstrong, o Green Day passou os três anos após Warning: "não conversando sobre nada e nem querendo tocar o barco". O que havia começado como três garotos de 17 anos de idade, ficando bem loucos e tocando músicas punk havia virado um negócio. Ressentimento criado, mas não articulado. Armstrong é o líder natural da banda, um come-quieto, mas ele diz que percebeu como Dirnt e Cool começaram a olhar para ele como o Nazi da banda. Ele, por sua vez, ficou com tanto medo e ressentimento dos parceiros que ficou com medo de lhes mostrar novas canções, pois imediatamente eles as atacavam. Ele ficou sem saída, "para estarmos na melhor banda do mundo, temos que trabalhar nas pequenas coisas." Então, em 2003, quando já era hora de fazer um novo álbum, eles decidiram adicionar mais uma coisa em suas tarefas diárias: Tempo dedicado á conversas entre a banda. Foi idéia de Billie e acabou dando certo. "Nós juramos nossas almas uns aos outros," diz Dirnt. "E admitir que a gente se preocupava um com outro foi uma coisa muito legal," diz Cool. "Não guardamos nenhum ressentimento." Eles preferem não falar sobre os quebra-paus que rolaram, apenas o resto. "Antes, Billie escreveria uma música, fumaria maconha e diria 'Ah! foda-se'," diz Cool. E em nossa cabeça passava 'Essa música é uma merda, não perca tempo nisso...' Ele pasou de fazer esse tipo de coisa e simplesmente perdeu o medo frente á mim e ao Mike." Para Armstrong, isso significou perder aquela velha atitude infantil do começo da banda em músicas como "Basket Case" e "Geek Stink Breath." "Eu senti que estava ficando velho demais para continuar raivoso," diz Armstrong. "Eu não queria chegar como aquele velho ranzinza. É sexy ser um jovem raivoso, mas ser um cara ranzinza ao mesmo tempo é uma merda!" Na tentativa de conseguir melhorar suas atitudes, a banda começou a gravar músicas polka, versões censuradas de músicas de natal, algumas de salsa... E isso abriu caminho para que a banda pudesse compor novas músicas realmente e por quatro meses e meio em um estúdio na terra-natal na Califórnia, eles já tinham 20 belas canções. E então, um dia eles simplesmente descobrem que as fitas-master haviam sido roubadas. "Nós ficamos tão putos," disse Armstrong, "mas no final acabou sendo algo bom, pois estávamos nos preparando para chegar onde nunca havíamos chegado como uma banda." Mas antes, Armstrong deu um jeito de trabalhar muito mais acabado do que em qualquer outro período da banda, muito mais do que já havia ficado. Ele deixou sua esposa e seus dois filhos em casa e ficou só, por um mês, "só tomando vinho e tônicas de vodka," diz ele. "Eu estava á procura de algo, mas acho que não foi uma trip muito boa." "Ele estava mesmo era questionando o que ele estava fazendo,"diz Adrienne Armstrong, sua esposa por dez anos. "Foi muito assustador, pois onde ele teve que ir para conseguir fazer esse álbum, não era exatamente o lugar que eu queria que ele estivesse." E não foi antes de chegar em casa e da ressaca fazer efeito que ele simplesmente achou o que procurava enquanto assistia á imagens das Tropas Americanas invadindo o Iraque: Política. Armstrong cresceu na Bay Area, ao norte de São Francisco, e se lembra cantando para platéias quando tinha apenas 5 anos de idade. "Eu aprendi a cantar com 5 anos de idade," ele lembra, "meu pai era baterista de jazz e eu ia ao hospital de veteranos para cantar." Ele começou com aulas de piano quando tinha 8 anos de idade, "eu queria era tocar guitarra, mas viviam dizendo que minhas mãos eram muito pequenas." Quando tinha dez anos de idade, perdeu seu pai devido á um câncer de esôfago (Uma perda que ele pela primeira vez fala em uma canção "Wake Me Up When September Ends"), perda esta que fez com que ele e seus cinco irmãos fossem criados pela mãe, que era (e ainda é) garçonete e que logo se casou de novo, com um padrasto que eles detestavam. Aos 14 anos de idade, ele forma sua primeira banda, Sweet Children, com Mike Dirnt, seu melhor amigo, desde que tinha 10 anos de idade. Nascido de uma mãe viciada em heroína e que o deixou para adoção, Dirnt é o único membro da banda que terminou o colegial. Seus pais adotivos se separaram quando ele tinha 7 anos de idade, deixando o entre seu pai biológico, um programador de computadores branco e sua mãe, uma Nativa-Americana que não escondia seus sentimentos com relação ao racismo. "Eu cresci com minha mãe odiando os brancos e me amando," diz Dirnt. Dirnt saiu de casa com 15 anos e junto com Armstrong, começaram a ir ao Gilman Street Project (Para quem não sabe, é o Hangar 110 de São Paulo), uma casa de shows totalmente coberta de grafite, que possuía um estrito código de ética e era a casa da cena punk de Berkeley. O Sweet Children então se torna Green Day e após a primeira tour da banda, eles recrutam um novo baterista... Um dos veteranos de Gilman, Tré Cool. Cool nasceu como Frank Edwin Wright III, filho de um veterano do Vietnam que começou a trabalhar em uma companhia de caminhões. Ele cresceu em Willits, Califórnia, uma cidade nas montanhas de Mendocino, - uma cidade tão rural que seu vizinho mais próximo ficava á cerca de 1 kilômetro de sua casa - e começou a tocar bateria com sua primeira banda, The Lookouts, quando ele tinha apenas 12 anos de idade (o vocalista da banda, Lawrence Livermore mais tarde fundaria a Lookout! Records, primeiro selo do Green Day). Após o sucesso de Dookie, a cena da qual faziam parte, os condenaram de traidores. "O grande choque foi que o sentimento de nossa terra-natal (leia-se Gilman...) era de que tínhamos nos vendido e nós estávamos tocando assim," diz Armstrong. "99% disso era muito bom e estavam focando logo neste 1% que faltava. É exatamente isto o que eu desejaria mudar. Quem se importa?" Alienados dos laços familiares com Gilman Street, comrçaram suas próprias famílias, estavam todos casados e com flihos. O casamento de Armstrong sobreviveu. Durante uma turnê Européia, seus filhos estavam em casa com sua avó, mas sua esposa nunca saía de seu lado. "Eu amo o fato dela ainda assistir aos nossos shows," ele diz. "O que é mais legal é que ela ainda sente a música na pele da mesma maneira que eu." Para Cool e Dirnt, as coisas foram meio diferentes. Cool já enfrentou dois divórcios e recentemente, um romance que não deu certo com a baterista da banda The Donnas, Torry Castellano. Ele tem dois filhos, um com cada uma de suas ex-esposas e continua, como ele diz, "tentando fazer as coisas darem certo." American Idiot ajudou. "Houve muita coisa enquanto fazíamos o álbum, passei pelo pior momento da minha vida," ele diz. Dirnt também, passou por uma dolorosa separação durante as sessões de gravação de American Idiot. "Minha ex-mulher me disse que estava me largando no dia em que finalizamos o álbum," ele diz. Mike seguiu em frente e está com uma nova namorada. Ele fala sobre dar muita atenção á sua filha de 8 anos de idade e diz que o divórcio, "foi uma benção, mas apenas uma drenagem emocional. Foi horrível e ótimo. Quando estávamos masterizando o álbum eu chorava simplesmente o tempo todo sem parar." Em Maio de 2003, o Green Day voltou ao sem estúdio em Oakland para trabalhar. Eles haviam deixado para trás as 20 canções que haviam se perdido e começaram do zero, com a demo de uma canção que Armstrong fez após caminhadas pela sua vizinhança, "American Idiot": "Don't wanna be an american idiot / One nation controlled by the media / Information age of hysteria." Logo, mais canções e uma história começaram a emergir: um garoto - Jesus Of Suburbia - traçando seu caminho pelo mundo do punk rock com um profeta bêbado, St. jimmy como seu guia. Têm drogas, música e uma garota, Whatsername, a qual Armstrong chama de "todas as garotas com as quais já me envolvi até hoje." E tem mais uma coisa: um indício da administração de Bush e a obsessão pela mídia televisiva. "Estávamos no estúdio assistindo aos jornalistas caminhando junto com as tropas e essa foi a pior versão da televisão real," diz Armstrong, "Mudávamos o canal e tinha Nick And Jessica, mudávamos de novo, tinha Fear Factor, mudávamos mais uma vez e tínhamos um programa onde pessoas faziam cirurgias plásticas para ficar com a cara do Brad Pitt. Estávamos cercados por toda essa merda e os personagens de Jesus Of Suburbia e St. Jimmy também. É o sinal dos tempos." O som de American Idiot passa de old-school punk até hinos meio que Motown e meio The Who. Armstrong dá crédito á uma grande série de inspirações: "Eu sei tudo o que e conhecia de música. Músicas de cabaré, muscais como o Grease, a luta entre o certo e errado, The Joshua Three (do U2), eu tentei pegar tudo isso e fazer um álbum do Green Day. A atmosfera dele pode ser anti-Bush e com certeza eu tinha isto em mente, mas quando você se aprofunda nisto, é uma história humana," ele continua. "Nos EUA, aquele sentimento puritano toma conta: 'não é da sua conta em quem vamos votar,' isso faz com que as pessoas não pensem mais. Elas criam uma opinião forte, mas cega. Eu não tenho um milhão de coisas contra os conservadores. Johnny Ramone é um cara maravilhoso mas um maldito Republicano. Eu ainda gostava do cara, demais e é aí que tudo começa a foder. Se uma pessoa acredita em algo isso faz com que nós fiquemos contra elas. Este álbum fala de sentimentos, eu não queria fazer um álbum similar aos do Rage Against The Machine. Queria fazer um album com músicas que toquem o coração." Backstage, momentos antes de um show no Manchester Evening News Arena, o Green Day se veste em seu mais novo uniforme, combinando camisas pretas com gravatas vermelhas, Tré Cool pega um kit de warm-up na sala de ensaio com paredes verde-alga e chão bordô. Ele passa cerca de uma hora apenas fazendo jams com os músicos extras da banda, os trompetistas e um guitarrista. Ele ainda passa as horas de viagem após os shows no ônibus assim 'Foda-se os vídeo-games, nós fazemos improvisações de jazz!" Billie Joe Armstrong se aquece andando nos corredores e se alongando enquanto escuta seu iPod, enquanto corre ele levanta seus tornozelos até a bunda. Mike, prefere fazer uma refeição light na área de self-service - está se recuperando de um resfriado - e fala sobre sua paixão por Comédia de auditório (leia-se Seinfeld), no ano passado ele subiu ao palco do Comedy Store em Los Angeles "Eu mataria por três ou quatro minutos ali em cima," ele diz. A banda entra no palco na introdução da canção de abertura da "2001: Uma Odisséia no Espaço." O show de hoje a noite é o maior show da turnê Européia até então. 15.000 pessoas gritando sem parar por uma hora e meia. "Esta é a melhor turnê que já fizemos até hoje," Armstrong diz no palco. A parte central do show vem quando Amrstrong convida três pessoas da platéia, deixa os instrumentos com eles e os conduz através da cover de "Knowledge" da banda Operation Ivy, uma das bandas com a qual o Green Day cresceu junto. A simplicidade do ato é um contraponto á complexidade musical de American Idiot, ela mostra onde a banda começou e onde ela chegou. "Existe um sentido de underground e de política nisso, mas as festas são bem legais trambém," Armstrong diz sobre a cover de Operation Ivy após o show no backstage. "Conectar-se com os garotos desta forma é importantíssimo, a barreira é quebrada." Armstrong está encharcado em suor. Ele senta ao lado de Adrienne em um sofá de couro negro quando ela faz um comentário sobre "voltarmos ao hotel e ficar lá sem fazer nada," ele simplesmente olha para ela idolatrando-a com aquele olhar bobo de quem é eternamente apaixonado. Dez anos após uma vivência difícil, crimes de carreira e crises emocionais trouxeram o Green Day á este ponto. "Pela primeira vez em nossa carreira, é tudo com relação á música," diz Armstrong, "não existem bobagens, coisas de reality-tv, nenhuma trip nostálgica e é isso o que faz com que os dez anos valham a pena. E outra, o fato de nós nos vestirmos muito bem também conta."
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Green Day em Quarenta e três Minutos. Esqueça a coletânea de hits. Aqui vai um mix que mostra a maioria das músicas que entraram nas paradas entre outras mais obscuras que nos deixam o Green Day em sua melhor forma. 1. Green Day (1.039/Smoothed Out Slappy Hours) - 3'29" : A marca registrada pop-punk da banda sobre 24 horas em uma dieta de maconha, tirada do seu álbum de estréia de 1990. 2. I Was There (1.039/Smoothed Out Slappy Hours) - 3'36" : O olhar fúnebre de Pete Best (Al Sobrante, primeiro baterista da banda) sobre o tempo que passou na banda e olha que isso foi antes de ficarem milionários. 3. 2.000 Light Years Away (Kerplunk) - 2'24" : Um tributo ao amor á distância inspirado nos Buzzcocks. 4. Longview (Dookie) - 3'59" : A fábula sobre masturbação crônica ganha a mídia de massa. 5. When I Come Around (Dookie) - 2'58" : O single mais grudento do Green Day e ponto final. 6. J.A.R (Jason Andrew Relva) (Angus) - 2'52" : Música esquecida de uma trilha-sonora de um filme esquecido do ano de 1995. 7. Walking Contradiction (Insomniac) - 2'31" : Um furioso hino sobre se vender. 8. Hitchin' A Ride (Nimrod.) - 2'51" : A favorita dos shows, sobre dar carona á um alcoólatra. 9. The Grouch (Nimrod.) - 2'12" : Billie Joe faz 25 anos e pira: "Oh Meu Deus! Estou me transformando no meu pai!" 10. Macy's Day Parade (Warning:) - 3'34" : Destrói "Time Of Your Life" como melhor balada. 11. Blood, Sex And Booze (Warning:) - 3'33" : Uma ode sadomasô á uma dominatrix chamada Kill. Ai! 12. Jesus Of Suburbia (American Idiot) - 9'08" : Uma suite punk rock intocável de nove minutos? Faz melhor, Good Charlotte... |