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Knit 2008 AtomKniti Garden
A história da minha apresentação á Adrienne Armstrong é algo surpreendente. Uma das minhas linhas de fios da minha linha SWTC é chamada Rock, com as cores levando os nomes de músicos. Eu admito, durante o desenvolvimento, meu marido disse: " Você tem de intitular o verde ‘Billie Joe’.” Em homenagem ao Billie Joe Armstrong, guitarrista e cantor da banda punk Green Day. Isso fez perfeito sentido, não só por razões óbvias, mas porque eu fui, e sou uma grande fã da banda. Eu tinha uma fita demo Green Day do início dos anos 90 (que consegui em um show gratuito eles tocaram na Hollywood High School) que eu literalmente toquei até dizer chega. Eu vi a banda em Los Angeles, quando abriram o Lollapalooza. Uma garota californiana como eu, só poderia considerá-los minha banda do coração. Por que não dar uma atenção maior para eles?
Eu não tinha idéia na época de que a esposa de Billie Joe, Adrienne, fazia alguns trabalhos com costuras. Folheando uma revista que ela lia, acabou entrando em contato comigo após Ter visto a linha verde chamada “Billie Joe”. Após, enviei para ela algumas linhas de tricô coloridas e outros presentes, mas o que ela não sabia até agora era que o nome de Billie estava escrito errado na etiqueta. Foi muito embaraçoso! Conseguimos imprimir algumas etiquetas com o nome certo apenas para a linha que eu esta a mandando para ela, esperando como louca que ela nunca percebesse o erro tipográfico. Continuamos trocando e-mails e logo fomos nos tornando grandes amigas.
Adrienne é uma mulher surpreendente, amável, pensativa, e muito engraçada. Por causa dela eu consegui participar do meu primeiro Habitat for Humanity (Moradia para a Humanidade) e fui conduzida a uma organização para meninas carentes na Índia. Minha vida é mais rica por nossa amizade.
Adrienne e sua família são ativistas ecológicos muito sérios que fazem um belo trabalho espalhando por aí a responsabilidade ambiental. Recentemente conversamos sobre seus esforços contínuos, sobrevivência sustentável e o fato de e o “pensar verde” não são mutuamente exclusivos.
VH: Vamos falar sobre quando e como você começou a tricotar.
Adrienne: Eu aprendi com a minha mãe quando eu tinha 14 anos de idade, mas nunca consegui terminar nada – Não tenho certeza se minha mãe também conseguiu. Então, há uns cinco anos atrás fiz uma aula e decidi que seria divertido tentar de novo, especialmente por que na época eu viaja muito. Parecia uma excelente maneira de se passar o tempo. Eu comecei a tricotar em longas viagens de avião para a Europa e em longas viagens de ônibus ao redor dos EUA.
A maioria das viagens de vocês é feita em ônibus quando estão em turnê?
Sim, principalmente nos EUA e na Europa, quando a turnê é longa demais. É uma maneira bem relaxante de andar por aí. Você não tem que correr para o aeroporto ou passar correndo por seguranças. Você apenas entra no ônibus de noite após um show, dorme e acorda no dia seguinte em outra cidade.
Você ainda tricota com a sua mãe?
Eu tricoto com amigas. Eu sempre tento juntar todas em noites de tricô. Se bem que geralmente não consigo, então me considero uma tricotadora solo, até que vou para outra turnê e me encontro com pessoas que também tricotam, até por que, em muitos casos foi eu quem as ensinou.
Então você é uma tricotadora procurando tricotadores?
Sem dúvida!
Você comentou outro dia que fez uma festa do tricô beneficente para a escola de seu filho. Como foi?
Tudo isso aconteceu por que eu estava dando aulas de tricô para os alunos da sala do meu filho mais novo Jakob. Eu comecei as aulas quando ele estava na primeira série.
E eles foram receptivos? Estou lidando com isto agora, com meu filho na segunda série.
É interessante, por que na primeira série eles estavam completamente interessados. Alguns dos melhores tricotadores na sala eram garotos. Na Segunda série, eles pegaram o jeito, tricotando na hora das histórias ou do recreio. Nos divertimos muito. Então, a escola me convidou a planejar uma festa beneficente. Ainda ensinei alguns dos professores a tricotar, então agora existem vários tricotadores no campus. Eu realizo a festa já tem dois anos.
O seu comentário sobre os meninos é interessante: o que se reflete o que Annette O'Tootle me disse sobre sua próprias experiências na sala de aula, quando seus filhos eram novos. Que os garotos eram muito melhor no tricô naquela idade. É frustrante ter que ouvir e lidar com o estigma contra qualquer coisa habilidosa para garotos e homens. Aí está definitivamente este é o preconceito da nação, de que os meninos devem fazer e o que as garotas devem fazer. Nós saímos de ferias de verão passado com alguns amigos e as crianças estavam assistindo a um filme, um dos caras saiu disse: "Eu não posso acreditar que eles estão sentados lá tricotando. Isso é muito diferente do que quando eu era criança”. Talvez tem algo a ver com os altos níveis de energia das crianças. Eu sei por mim mesma, tricotar é uma maneira de dirigir a energia, foco ela quando eu estou tentando sentar quieta." Meus filhos e minha comunidade parecem muito aberto a isto.
Você aprecia tricotar determinados tipos de trabalhos mais do que outros ou trata-se mais sobre o processo?
É um pouco dos dois. O processo de tricotar é muito reconfortante. Eu encontro um grande conforto nisto quando estou em um avião. Tricotar é uma gratificação instantânea. Eu gosto de fazer coisas chapéus e aquecedores de pulso. Eu estou trabalhando em uma bolsa com feltro e em três pares de aquecedores de pulso agora. Gosto de fazer aquecedores, porque eles são rápidos e fáceis de fazer, realmente muito bonitos e são ótimos presentes.
Acho que as pessoas realmente gostam de presentes caseiros.
Acho que dar presentes é uma forma de trazer de volta o presente que é dado com coração. Eu tento fazer que meus filhos dêem presentes caseiros. É mais pessoal, mais sincero.
Penso também que ela traz de volta o fator herança de família. Nós não temos mais tantas coisas para ensinar no fim das contas.
Tudo é tão dispensável. Quando você recebe algo caseiro, você sabe que tomou planejamento e o tempo. E de nenhum modo é algo dispensável.
Na verdade esta é uma excelente seqüência para esta parte da coluna. Sei que você e Billie Joe são conservadores e que vocês têm feito muitos trabalhos com o Conselho de Defesa de Recursos Naturais (NRDC). Você pode falar um pouco sobre o trabalho que fazem com eles?
Na maioria das vezes nós tentamos criar atenção. A NRDC é uma organização tão poderosa que consegue realizar um trabalho de mudança e ver o progresso acontecendo. Quando você trabalha com uma organização destas, uma que tem diversos focos – ar limpo, água limpa, aquecimento global, consumo de combustíveis. É realmente encorajador ver que as pessoas realmente PODEM mudar.
Você fez um vídeo para eles, não?
Eu fiz um, assim como o Billie Joe e o Green Day. Na verdade, o Green Day e a NRD têm um site chamado www.greendaynrdc.com. Quando você se torna um membro, você acaba recebendo alguns e-mails que você pode retransmitir para corporações e congressistas, basicamente estas pessoas são “inundadas” com cartas. É assim que acontece uma mudança. Você, quanto indivíduo pode ser muito poderoso, trabalhando apenas de sua casa. Às vezes assuntos ambientais e políticos parecem tão distantes que pessoas ficam frustradas e começam a pensar, “isso é muito grande, como eu posso afetar algo com o aquecimento global?” A NRDC te mostra o caminho para ser facilmente e completamente parte da mudança.
O trabalho com eles a influenciou a abrir a loja Atomic Garden (em Oakland, CA) que visa a vivência sustentável?
Sim. Eu me interesso por roupas e moda desde criança. Na verdade, achei que fosse virar uma estilista. Mas me peguei nuns contratempos com a indústria em termos de consumo de massa e aquela coisa de uma moda atrás da outra. Eu senti que queria fazer algo que tivesse mais alma. Uma amiga e eu pensamos que seria ótimo ter um lugar que comportasse uma pequena loja, lojas de mulheres, corporações de mulheres.
Você consegue explicar o termo “vivência sustentável”?
Para mim significa saber de onde vêm e para onde vão as coisas que você usa. Coisas que não são dispensáveis, que têm substância. Podemos focar a sustentação em nossa comunidade apoiando pessoas capazes para isto e no meio-ambiente apoiando produtos que podem ser e são reciclados ou reutilizados em processos de produção que não poluem nossos rios e os oceanos com toxinas.
Geralmente sim. Gosto de fibras naturais. Eu meio que me tornei uma esnobe de tecidos. Sou aficionada por cashmir. Sou uma pessoa com muito tato, para mim é tudo com relação ao toque e cores.
Você tem alguma sugestão para o que as pessoas deveriam procurar ou ficar longe, quando tentam criar projetos sustentáveis?
Acho que as pessoas que querem criar estes projetos já tem a cabeça bem orientada. Estão trabalhando com suas mãos e levando tempo para criar, então já cruzaram a linha para o lado da sustentação.
Por: Sara Revisão: Tércio Testa |