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Ninguém é Idiota!
ELES SÃO A MAIOR, MAIS BEM SUCEDIDA BANDA PUNK QUE O MUNDO JÁ VIU. E MAIS, O NOVO ÁLBUM DO GREEN DAY PODE SER SUA OBRA-PRIMA. ENTÃO, O QUE ANDA INCOMODANDO BILLIE JOE E OS GAROTOS?
Hoje, O Green Day vêm em qualquer cor que vocês os queiram, contanto que seja PRETO. É uma visão deslumbrante, os três de preto, embaixo do castigante sol da Califórnia, fazendo caretas para a câmera. A banda está em Los Angeles, um vôo de 50 minutos de suas casas na Bay Area, para dar os toques finais em seu novo álbum, o indignante, brilhante e mais do que esperado, "American Idiot."
De cara, eles parecem ser a mesma banda que sempre foram, as mesmas pessoas que sempre foram: irreverentes, engraçadas, amigáveis e carismáticas. Americanos idiotas. Se você quiser, Billie Joe Armstrong, o frontman da banda, vai á Conveniência ao lado do estúdio só para lhe comprar um "presente”, uma enorme garrafa de Mickey's, uma cerveja barata e pobre, com a qual a banda costumava encher a cara nos anos 80. Os caras da banda dividem as mesmas piadas, entre eles mesmos e com você; O baterista Tré Cool não para de rir e de se mexer, parece um Bart Simpson com 31 anos de idade. Eles fecham as câmeras assim que o último flash é batido, quando a sessão desta tarde termina dentro de uma sala, sorrindo como três homens que não têm dever algum com a comunidade.
Afinal de contas, este é o Green Day, a banda que, nos últimos anos, têm escrito músicas sobre o prazer de se vestir de drag queen (King For A Day), os altos e baixos da anfetamina (Geek Stink Breath, Brainstew) e a tediosa rotina de apatia (Longview). Eles sofreram com a fama e fortuna repentinas, mas sobreviveram com um sorriso, uma dança e uma ocasional versão ao vivo de "Eye Of The Tiger" do Survivor. Green Day: Muito talento, pouco cérebro?
Triste de se dizer, mas algumas pessoas ainda acreditam nisso, acreditam que esta banda ainda é boa para fazer uma música e quem, bem, "não se leva muito a sério"; Talvez isso seja verdade, mas se a banda não se levar muito à sério, então o mesmo não pode se dizer da música que fazem. E a música que estão fazendo agora, é realmente muito séria.
Em Setembro, todas as suposições serão destroçadas em pedaços, enquanto a banda lança "American Idiot". É o som de uma banda gritando "Isso é tudo o que conseguimos suportar! Nós não agüentamos mais”. Não agüentam mais as mentiras articuladas daquele cara na Casa Branca, não agüentam mais as coisas que estão sendo feitas no nome de todos, não suportam o sangue que, se não está em nossas mãos, com certeza está em nosso dinheiro. Não agüentam mais serem tratados como idiotas, por idiotas maiores que eles.
O Green Day deveria ter dado o nome ao seu sétimo álbum de "The State Of The Union Address”, que parece ser por isso que está tudo preto.
"Não é uma boa época para ser americano”, diz Billie Joe Armstrong. "Patriotismo não é grande coisa para mim, não é algo que eu passo muito tempo pensando também, mas nas coisas que estão acontecendo e elas têm acontecido há mais de ano e não são nada boas. Obviamente, temos a Guerra no Iraque, uma guerra que foi baseada em mentiras, mas também existem as coisas que andam rolando com nosso país. Nós temos um presidente cujo único objetivo é tornar à si mesmo e seus amigos, ainda mais ricos, um idiota que nem mesmo venceu a eleição a qual defendia. E toda essa ganância é o que resta para as classes trabalhadoras. Nós temos uma mídia, especialmente a televisão, que não nos diz a verdade com relação à isso. Muito disso é entretenimento da Direita e então, a história não é contada e as pessoas têm que engolir isso.
Quem é o Americano Idiota?
"Bem, pode ser visto como George Bush, que é um idiota. Eu acho que isso é meio óbvio. Mas acho que o título do álbum funciona em mais de um nível. Eu sei como os Americanos são vistos pelo resto do mundo (Armstrong é parcial em se declarar um Americano Estúpido quando toca em outros continentes) somos vistos como estúpidos e arrogantes, que é uma combinação muito ruim mesmo. Os americanos ficam falando de como nosso país é o maior país do mundo, que é algo que eu não percebo as pessoas fazendo em outros países. E as pessoas que acabam falando isso bem alto, são provavelmente pessoas que nunca estiveram em outros países. Isto é idiotice americana”.
Será que o título do álbum também funciona, pois seu Presidente tem feito mais que tudo para fazer vocês de idiotas?
"Sim”, ele diz com um olhar penetrante e uma pequena risada. "É possível”.
Períodos turbulentos, você sabe que ele não pode mentir.
"NÓS TEMOS UM PRESIDENTE QUE, SEU ÚNICO OBJETIVO É FAZER A SI MESMO E A SEUS AMIGOS, MAIS RICOS”. - BILLIE JOE ARMSTRONG.
Na última semana de Junho, "American Idiot" têm sido guardado mais do que à sete chaves, uma vez que estamos na era dos downloads. Somente uma cópia existe fora das mãos da banda e esta conta apenas com seis faixas finalizadas. Então, precisa-se de um vôo á Burbank em um Domingo de manhã até os escritórios espaçosos, bem ventilados e luxuosos da Warner Brothers para escutarmos o que o Green Day criou em seu silêncio de quatro anos desde o corajoso e intrigante "Warning:" de 2000.
Em uma sala de escuta bem espaçosa, de um estéreo do tamanho de um submarino, as coisas começam. É muita informação para se conter em uma primeira escuta, claro que é, mas ao mesmo tempo te dá uma euforia como se você estivesse indo ao seu primeiro encontro. "American Idiot" parece fazer o som de um álbum espetacular. Sonicamente, ela tem a cara de "Nimrod”. (o melhor álbum da banda até hoje), mas tal comparação chega a ser injustiça. Pois o Green Day, hoje, aqui não é tão como ou o que tocam, mas sim o que falam nas músicas.
É um esmago sensorial e um agarrão, melódica sem ser óbvia, expert e original. A letra o apresenta á "um novo tipo de tensão ao redor da alienação" (American Idiot - o primeiro single), falando do "Representante da Califórnia" e um "Sieg heil ao maldito Presidente" onde "Bombardeio é a sua punição". (Holiday) Muito pouco vem como uma convencional narração. Muito pelo contrário, as frases se arrebentam como arame farpado em algodão. E também não é simplesmente qualquer música. A morte do pai de Armstrong é endereçada na maravilhosa balada à base de pianos, "Wake Me Up When September Ends". "Ele morreu quando eu tinha 10 anos de idade”, diz Armstrong. "É engraçado que tenha levado este tempo todo para que eu pudesse escrever sobre isso”. Já em outro lugar, em "St. Jimmy” existe uma alma punk rock ou, "O Comando de Suicídio que sua mãe comentou”, um garoto que sobrevive à base de "cigarros, rum e uma carinha de maconha”, uma personagem que é "Um filho da puta e Edgar Allan Poe". Tudo isto em uma canção destruidora, envolvente e com um ritmo sangue-nos-olhos.
A arte da capa de "American Idiot" mostra uma granada vermelha na forma de um coração humano. E o motivo disso...
"Algo muito importante para mim enquanto escrevia o álbum é que as coisas que estariam nele deveriam ser muito pessoais”, diz Armstrong. "Então, as coisas políticas deveriam ter sua cota pessoal nelas. Se não, elas simplesmente não funcionam para mim. Existem bandas que conseguem fazer isso, uma banda como Rage Against The Machine, por exemplo, mas eu não sabia que aquilo não funcionaria conosco. Então, embora o álbum ainda tenha muitos elementos políticos, ele ainda é algo muito pessoal para mim”.
Você está surpreso por terem dado esta virada? De cara, eu não consigo destacar uma música do Green Day que eu possa considerar "política". "Um pouco. Mas este é apenas um aspecto do álbum. O verdadeiro ponto de fazermos isto, de fazermos músicas novas é de nos superarmos, tentar e fazer algo que provavelmente nunca nos imaginaríamos fazendo. As letras com certeza são um exemplo disto e então, também é a música. Não é sempre fácil fazer isto desta forma, mas na verdade, é o único modo de fazer, para mim. De outra forma, seria fazermos o mesmo álbum que fizemos da última vez e isso não é algo que eu quero."
"EXISTEM BANDAS QUE PODEM SER MAIS DIRETAS POLITICAMENTE, MAS ISSO NÃO FUNCIONA PARA MIM”. - BILLIE JOE ARMSTRONG.
Em Agosto de 2001, o Green Day estava no palco em San Francisco, na última data da turnê de Warning. Antes de 7.000 fanáticos se juntarem no Bill Graham Civic Auditorium, Billie Joe agarrou o microfone e gritou "Vocês sabem o que é isto?," se movendo para a platéia à sua frente. "Vocês sabem? Isto é o pior pesadelo de Los Angeles”.
Mesmo assim, você não consegue vencer todas e hoje, a banda se encontra nesta cidade suja e nefasta. "A peça-chave da cidade é que ela é boa se você estiver á trabalho”, diz o frontman hoje. Eles estão no estacionamento do Estúdio Sir, na Sunset Boulevard, perto de uma loja de carros. A temperatura está sendo jogada para cima como se fosse espancada pelo terrível calor do sol.
Os três estão em uma das entradas dos fundos do estúdio, pegando uma brisa. Com cabelos preto-petróleo e uma bag de cds (Psychedelic Furs, X) da Amoeba Records que ele acabou de comprar do outro lado da rua, Billie Joe Armstrong é um bom valor, qualquer que seja o preço. Ele conta histórias e piadas do nada. E um cara que ri muito facilmente e que tem espírito esportivo. É o talento de Armstrong, na verdade, que é o combustível dessa notável banda, um talento tão instintivo e intocável que certa vez, Tré Cool chegou a descrever que, vê-lo escrever e fazer uma música, "É o mais próximo de uma mágica que você poderá ver na sua vida."
A química entre os três é óbvia de se ver, sobrevivendo após seis álbuns, pois Tré Cool entrou apenas no Kerplunk!, e, em 1994, uma ascendência ao estrelato que foi tão fenomenal quanto inesperada. Na época, Dookie, seu terceiro álbum que, embora tenha estreado em 141 lugar na Billboard, estourou no mundo vendendo 7 milhões de cópias somente nos EUA, Armstrong estava tendo ataques de pânico, temendo que sua banda fosse ser apenas "algo passageiro". "Olhando para trás, eu realmente não mudaria nada”, diz ele. "Talvez eu não beberia tanta cerveja, se fosse para fazer tudo de novo e com certeza eu diria a mim mesmo para me acalmar, pois tudo daria certo... mas fora isto, nada”.Uma década depois, os medos tornam-se vergonhosos.
"Nós tocamos em squats na Alemanha”, diz Armstrong. "De volta ao começo, Existiam pessoas lá nos dizendo isso..." e aqui o cantor adota um preciso sotaque alemão, "... Que nós não éramos uma banda séria e que estávamos nisto pela grana”.
O que era bem verdade, pois o Green Day não tinha um puto no bolso. Eles estavam quebrados e vinham de famílias quebradas. Se fosse para Armstrong escolher uma profissão normal, fora a de músico, ele diz que provavelmente terminaria sendo um "Técnico reparador de televisão”, o que na verdade é uma bela mudança de "Eu ou estaria morto ou na cadeia”.
Comparado a Tré Cool, no entanto, Armstrong era Little Roy Fauntleroy... Cool foi criado nas montanhas, três horas e meia de distância de San Francisco. Seu vizinho, que morava à milhas de distância, era Lawrence Livermore, que era dono do primeiro selo da banda, Lookout! Records e que escrevia para a Bíblia de San Fran, "Maximum Rock-N-Roll”, que uma vez publicou uma carta de um fã tão desapontado com o fato do Green Day ter mudado para uma major que ele acabou boicotando o show da banda.
A casa na qual Cool foi criado, vamos dizer, era miserável. As estruturas nem tinham janelas apropriadas, pelo contrário, a chuva e o vento eram seguros por pedaços de lona presos na madeira.
"Nós não tínhamos um puto no bolso”, ele diz hoje. Você achou difícil lidar com as mudanças de circunstâncias, uma vez que a grana começou a entrar?
"Não, na verdade não. Depende muito de como você encara isto. Você vê várias bandas que sentem o primeiro gosto da grana e na verdade, é um adiantamento, nem é a grana deles mesmo e de repente os caras estão comprando carros esporte e várias outras coisas que deveria mostrar que são bem sucedidos. Eu não fui assim, eu comprei coisas que eu precisava, coisas que eu nunca tive na vida. Então, dei um jeito de comprar uma casa, de fazer um seguro de vida..."
Você não tinha seguro de vida?
"Não. Não podíamos pagar”.
Não se compara a nada, enquanto Tré Cool diz isto, pode ser algo que ele fala somente ou pode ser a mais pura verdade, mas nada se compara ao fato de hoje ser Segunda-Feira. Ele não diz tipo "Isso não é terrível?" ou "Isso não era engraçado?" Ele apenas o diz.
Isso combina muito bem com a opinião de Billie Joe com relação à revista Creem de 1996 que o Green Day não é uma banda de colegial. Que o Green Day, e ele foi muito conciso nisto, para ele é uma banda "da classe média." E isso o transmito á imagens de pessoas ficando ricas à custas dos pobres. Isso o coloca na mente dos Idiotas Americanos.
"É isso o que eu quero que lembrem da nossa banda”, diz o baixista Mike Dirnt. "Não existe um plano-b para nós. É isto o que nós fazemos e é para isto que nós sempre trabalhamos para poder fazer. Para muitas bandas, talvez exista uma cláusula que podem fugir, é algo no qual elas podem se enconstar, mas não para nós. E isto, fez com que o que fazemos seja ainda mais importante para nós. Tornou tudo mais real”.
Não que tenha sido fácil. O Estúdio Sir é um harém de atividade, uma enxurrada de coisas para fazer. Além de mixar "American Idiot”, o Green Day está se preparando também para a maratona de shows no fim do verão, junto com uma performance headliner em Reading e Leeds, no Fim-De-Semana Carling, são apenas dois. Então, a banda se mantém ensaiando, tentando voltar ao posto de uma banda ao vivo, uma vez que não faziam turnês desde o fim de 2002.
"O álbum tem sido bastante difícil de se fazer”, diz Dirnt. "Nós nos esforçamos tanto nele, sabe? Em uma música como 'Jesus Of Suburbia' nós estávamos fazendo algo que nunca havíamos tentado antes. Nós tínhamos ótimas partes individuais, mas nós precisávamos juntá-las e muitas vezes era o caso de escrevermos qualquer coisa para ver se aquilo encaixava, para ver se as partes combinavam. Foi bastante difícil. Claro, nada que não funcionava, tirávamos da música, mas muitas vezes, era o caso de deixar algo pronto para ver onde deveríamos chegar com aquilo. Eu acho, ou de onde queríamos ir com aquilo. E também, quando foi chegando a época de nos prepararmos para a gravação de um novo álbum, havia muitas coisas que, como uma banda, deveríamos resolver entre os três."
Tais como?
"Como o fato de nos tratarmos como idiotas”.
Mesmo?
"Sim, nós meio que nos aperfeiçoamos demais nisto. Nós não deixávamos o outro falar e com certeza nós não escutávamos nada quando era para escutar e isso causou alguns sérios problemas de comunicação. Nós não fizemos terapia, ou nada do tipo, mas foi algo que nós tínhamos que dar um jeito. Esse tipo de coisa pode levar à problemas maiores para uma banda. Atritos vão crescendo e de repente você tem um grupo de pessoas que não está contente em estar na cia. uns dos outros. E nós tínhamos certeza que isso não ia acontecer conosco."
E as coisas estão bem agora? "Ah, sim, claro”. Mesmo? "Sim, mesmo. Acredite em mim quando digo isso, nós somos uma banda muito firme. Nós passamos por muitas coisas e conquistamos muitas coisas juntos também. Eu e o Billie nos conhecemos desde que tínhamos dez anos de idade, quando estávamos na mesma sala no colégio."
Como se para provar o argumento, o argumento sobre ardor e coletividade, Billie Joe Armstrong está na parte de fora do estúdio, falando da mesma coisa. Recentemente um fã da banda, fez com que Billie Joe gravasse uma mensagem para ele e agora, o cantor pensa um pouco alto sobre isso. Sobre como o Green Day, uma banda totalmente quebrada e notável do norte da Califórnia, logo estará passando pela sua segunda geração de fãs. Não é algo tão grande que Billie não possa acreditar que aconteceu, mas aconteceu, parece que ele nunca parou de pensar nisto, porém parou.
"Quinze anos!" Ele diz quase que para si mesmo. "Nós estamos juntos há quinze anos."
Se isso é surpreendente, e talvez isso seja mesmo, o modo como conduziram isto, realmente não seja. O Green Day sempre foi uma banda excepcional. A música, o som, sempre combina com qualquer situação. Mas o quanto impressionante, talvez o mais impressionante é o que o Green Day fez com sua música. Embasbacados com o enorme sucesso de "Dookie”, o álbum que seguiu, "Insomniac”, veio sem tantos elementos polidos e veio recheados de histórias de alienação, auto-negação e problemas. Então, surge o poderoso "Nimrod”, (o padrão para o qual, com certeza este álbum será medido).
Eles tropeçaram em "Warning:", muito para o descontentamento de muitos fãs, mas o fizeram porque queriam (E em 'Waiting', 'Church On Sunday' e 'Macy's Day Parade' gravaram três de suas melhores músicas). Fizeram isto, pois a banda que o fez, não foi a mesma banda que gravou Dookie. Então, porque deveriam soar como ele?
E agora, parece que estão prontos para fazer isto, de novo. Ao menos, na primeira escuta. "American Idiot" é um álbum sobre o Universo Punk Rock, misteriosamente inventivo, desafiadoramente articulado e brilhantemente executado. A terrível verdade para nossos terríveis tempos. De uma banda que sabe exatamente o porque de fazerem isto e de como o fazer.
O Green Day estará por aqui em Agosto. "American Idiot" em Setembro.
Esteja preparado.
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American Idiot Revelado!
K! participou da primeira audição de algumas músicas do mais novo álbum do Green Day. E aqui vai o que escutaram...
1. 'AMERICAN IDIOT'
O primeiro single do sétimo álbum da banda ‘American Idiot’ é 2 minutos e 54 segundos de pura confusão generalizada. A raiva - política, mentiras, você sabe - é muito bem distilada em um refrão que é tão grudento quanto alegre, não deixando de lado o comentário social fazendo o parecer nem tão forçado, nem besta. O desespero da música é mostrado como se a banda estivesse tocando e sendo perseguida por um incêndio. O Green Day raramente soou tão bem.
2. 'JESUS OF SUBURBIA'
Diga a verdade. Como você reagiu quando ouviu que a banda tinha gravado uma música de nove minutos (e seis segundos!)? Você riu? Você chorou? Ou você achou que realmente poderia ter algo de interessante ali? Sim, você pode esquecer todas as piadinhas com relação ao punk rock progressivo. - Pronk? - E escute o que o Green Day aprendeu a fazer. A história em si é um pouco difícil de acompanhar (Os Warners não nos deixaram ver as letras da música). A música não é nada mais nada menos do que 'Jesus Of Suburbia' que vem em cinco diferentes partes - respire fundo - 'Jesus Of Suburbia', 'City Of The Damned', 'I Don't Care', 'Dearly Beloved' e 'Tales From Another Broken Home'.
3. 'HOLIDAY'
Vamos dizer assim, esse não é o tipo de férias que você vê em "Wish you were here...?". Períodos turbulentos mais uma vez, assassinato na cara, com referências ao Governador da Califórnia que adora agarrar mulheres (I'll be trap!) assim como aquela rodada de Coca-Cola com bebidas alcoólicas na Casa Branca. Ás vezes - quando algo realmente os incomoda - o Green Day surge como o Public Image Limited. Mas, mais uma vez, quem vence é a melodia. Uma música para revirar cabeças.
4. 'ARE WE THE WAITING/ST. JIMMY'
Uma situação um pouco estranha aqui. A última música explodindo como um alien saindo da barriga de John Hurt. "Are We The Waiting" é controlada e bem poderosa, uma melodia brilhante remanescendo de '68 Guns' do The Alarms. "St. Jimmy" chega como uma avalanche de merda na sua cabeça, um lindo pedaço de rock que se torna simplesmente irresistível.
5. 'WAKE ME UP WHEN SEPTEMBER ENDS'
O Green Day em momentos mais calmos em uma música que se concentra na memória de Armstrong e de seu pai, falecido há 22 anos atrás. Se você acha que a música soa estranha. Pense mais uma vez. Relembra, no começo, a música 'Macy's Day Parade'. 'WMUWSE' vai evoluindo como uma banda que sabe exatamente como desenvolver uma música. Mais uma vez, uma faixa fora do comum, mas que vai pegá-lo pelo coração.
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