Kerrang


GREEN DAY
23 milhões de discos depois, o Green Day ainda tem baldes de charme, integridade inabalável e - o mais importante - um talento inquestionável para uma música realmente matadora.

Volte um pouco no tempo, examine as charts de 1994, e você terá um grande choque. Não só porque 'Saturday Night' do Whigfield realmente era a música mais popular do país por três - sim, três - semanas, mas porque os nomes que fizeram o rock tão excitante dez anos atrás definharam e morreram. (Não estamos falando apenas sobre o Stiltskin aqui.) Dos poucos que restaram, os que estavam no topo de seu jogo criativo podiam ser contados nos dedos de uma mão. E acupando o dedo do meio dessa mão, nós encontramos Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool.

Como o Green Day conseguiu fazer isso? Bem, enquanto o novo material do grupo - que vai ao ar na Carling Weekend: o Reading e o Leeds Festival - prova bem isso, eles nunca perderam de vista o charme, a integridade e o talento para uma música matadora que fez do Green Day uma excitante proposta quando eles lançaram pela primeira vez seu álbum há 15 anos.

Os fatos, de várias formas, falam por si: O Green Day tem uma venda de 23 milhões de álbuns nos seus bolsos, 12 milhões dos quais são atribuidos ao 'Dookie' de 1994, que ficou mais de 200 semanas no chart do Reino Unido. Eles levaram 12 singles do Reino Unido no seu nome. 'Basket Case' foi o vídeo número 1 em 1994. A banda tocou em todas as grandes cidades e nos maiores festivais do planeta, e eles ganharam um enorme leque de prêmios incluíndo o prêmio da Kerrang!, dois prêmios da Rolling Stones e um Grammy. Adicione a essas conquistas o indiscutível cume de qualquer carreira de banda - uma aparição de 'Time Of Your Life (Good Riddance)', no último episódio de Seinfeld - e o que você tem é, simplesmente, uma das maiores bandas de rock das últimas duas décadas.

E além de tudo isso, e o lançamento da compilação das melhores músicas 'International Superhits' há três anos, a banda continua a inovar, expandir seus horizontes e abraçar a mudança: enquanto outros músicos estão se unindo contra o download, por exemplo, o Green Day lança a trilha sonora (uma frenética brincadeira com 'I Fought The Law' do The Clash) como uma iniciativa de oferecer downloads de música gratúitos.

O muito esperado 'American Idiot' do mês que vem mostra, mais do que nunca, a marca registrada do grupo: sagacidade e criatividade. Especialmente em um tempo em que o papel do rock na política deveria ser maior do que nunca, um deprimente número de músicos modernos estão muito assustados para abrirem suas bocas, mas o Green Day permanece em uma forma tipicamente feroz: "Não quero ser um americano idiota/Uma nação controlada pela mídia/Informação na era da histeria/Isso está virando a América idiota".
Felizmente, claro, estamos no Reading e Leeds, e a contagem de idiotas está prevista em 0.01 - a mais baixa de todos os tempos. Sem mencionar uma figura que sugere uma audiência de 99.9% para os shows do Green Day. Então, melhor encontrar seu lugar na frente rápido, não?


A HISTÓRIA ATÉ AGORA
De bateristas fugitivos a bancar o Jesus bebê - o Green Dau não foi sempre os lords-todo-poderosos-do-punk-conquistadores-do-mundo. Em sua mais profunda entrevista, eles nos levam por entre os altos e baixos...

No começo
Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt se conhecem na quinta série, quando eles tinham 10 anos. Eles estavam na mesma sala, sendo ensinados pela Sra. O'Connell, que era, de acordo com Dirnt, "uma p**a" ("Ela o suspendia toda hora," explica seu colega de banda. "Ela o expulsou uma vez por ter comido uma barra de doce no dia dos namorados!")
A primeira conversa que os dois tiveram foi sobre composições; Billie Joe sabia tocar guitarra, Dirnt conseguia escrever músicas em sua cabeça. Ele sempre tinha um piano em casa, e o futuro baixista aprendeu a toca música de ouvido.
"Eu também tinha uma música escrita no piano," diz Armstrong hoje. "Mas o problema com a música é que na verdade ela era a 'Crazy Train' (do Ozzy Osbourne). Mas eu nunca quiz admitir para mim mesmo que era a 'Crazy Train', então eu meio que me convenci de que era minha música. Eu também me lembro que fomos a um show de talentos na aula do Sr. Valentine e Mike apareceu com o baixo penhorado de sua mãe..." Mike Dirnt: "Ele só tinha duas cordas!" "Eu achei que foi a coisa mais legal que eu já tinha visto."

E desse começo o Green Day foi formado. Sua original parecia 'fucking forever'. Nós fizemos 64 shows em três meses. eu peguei piolho! Eu gostaria de dizer que eu peguei chato, mas eu não peguei porque eu não estava tendo relações sexuais, então eu peguei piolho. Assustador."
"Nós aparecemos na Europa muito tempo antes de sermos populares," diz Dirnt. "Nós tinhamos que contrabandear discos dizendo que estavamos jogando fora. E eu me lembro que fumamos um monte de cigarros no voô de volta. Quantas bandas podem dizer que fumaram em um voô para a Europa?"
O Green Day também saiu em turnê pelos EUA com o Bad Religion, e foi aqui que os primeiros sinais de que algo significante estava crescendo começaram a aparecer. Brett Gurewitz (guitarrista do BR) lembra de ter assistido a banda do lado do palco na maioria das noites - os shows eram tipicamente salas do tamanho de um teatro, os maiores lugares que o Green Day já tinha tocado, e ficou impressionado com a reação do público - seu público - ao grupo. Os músicos de apoio estavam viajando em uma van sprinter, fazendo amigos durante o caminho. Gurewitz disse ao canal de música VH1 que ele podia sentir que algo estava acontecendo.
Só que ninguém poderia dizer em que grau isso iria acontecer.


O 'DOOKIE' FAZ SUCESSO
De alguma forma, o 'Kerplunk' conseguiu vender quantidades insuficientes para chamar a atenção, ou a suspeita, dos grandes selos, e no final de 1993 o Green Day assinou um contrato com a Reprise Records, um ramo do império da Warner Brothers. O Green Day não foi a primeira banda de punk rock americana a assinar um contrato com um grande selo - Os Ramones, X e Hüsker Dü, para citar somente três, estiveram lá antes deles - mas eles foram os primeiros a realmente conseguir, e finalmente exceder, a expectativas de um grande selo.
"Nós pensamos para assinar com um grande selo por muito tempo," diz Billie Joe Armstrong. "e fomos muito poderados em como queriamos fazer isso..."
"Nós já estavamos no ponto de sermos capazes de tocar em um show e 2000 pessoas aparecerem," diz Dirnt. "Então já estavamos no ponto de crescer."
Armstrong: "Certo. E então a questão de 'se vender' foi diferente para nós. Na nossa visão, ir para um grande selo não era se vender. Se não tivessemos ido para a Epitaph - que é um eselo que nos queria, e um selo que eu respeito - eu teria considerado como uma traição maior à Lookout! do que ir para um grande selo."
'Dookie' - um álbum que teve o nome de uma gíria para fezes - entrou na Billboard Top 200 em um quase inapresentável número 141. Mas o LP parecia ter pernas sobre quais ZZ Top poderia cantar, no final, engatando 12 milhões de cópias pelo mundo. Para o desgosto do selo, o Green Day insistiu em lançar apenas três singles do álbum. O primeiro, o empolgante 'Longview' se tornou um video hit da MTV; seu sucessor, 'Basket Case', chegou ao topo das Listas do Rock Moderno dos EUA por cinco semanas; e 'When I Come Around' bateu esse feito com duas semanas a mais.
No vácuo criado pela ausência do Nirvana - o nascimento do 'Dookie' coicidiu com a morte de Kurt Cobain - O Green Day se tornou a 'banda que melhor aconteceu' na America, que foi uma surpresa para Armstrong, Dirnt e Cool e para o veteranos do punk que viram isso acontecer. "Isso não é punk!" muitos deles choraram, com toda a obviedade de um anoitecer (e por um lado estavam certos - não era punk, era punk rock). Mas nesse ponto, o 'Dookie' desenvolveu vida própria, e não há nada que eles, ou ninguém, poderia fazer algo para pará-lo. Ou a banda que o criou.

REIS DO WOODSTOCK
1994 Foi um verão infernal para o Green Day. Com um álbum que ganhou status de ouro nos EUA no começo do verão - 500.000 cópias vendidas - eles se encontravam, novamente, na estrada. Mas ao invés de andar pelos lugares pobres da Europa e pela CBGB's da America, a banda foi catapultada para um nível onde a oferta poderia tentar chegar à demanda.
Seu primeiro tour 'prestigioso' foi a caravana Lollapalooza, onde a banda foi a principal. Um começo ao meio dia. Mas do tempo que a turnê foi agendada e a data da turnê, o perfil do Green Day aflorou e expandiu, e o humor do multidão que queria vê-los era maniaco e tenso. Maniaco por causa das expectativas; tenso por causa da segurança lenta e restrita dos anfiteatros que a turnê visitou - siginificando que a multidão geralmente travava a porta giratória ou subiam nos assentos para ter uma vista melhor do grupo cuja música começava com as palavras 'Do you have the time ...'"

"O Lollapalooza foi loucura" diz Mike Dirnt. "Nós estavamos em uma hora ridícula do dia e todo mundo nesses lugares queria ver a gente. Você tem que se lembrar que não estavamos acostumados a tocar shows desse escalão, e ver a reação - pessoas pulando nos bancos, pessoas enlouquecendo - todos os dias eram insanos. Era como, 'Wow, parece que algo está acontecendo com a nossa banda!"
Ficaria pior, ou melhor ... dependendo de quão 'punk rock' você queria que fosse. No Woodstock 2 no norte do estado de New York, a banda foi forçada a fugir do palco depois que a multidão, a convite do Green Day, bombardiou o palco, a principio com lama - e então, eles mesmos. Mike Dirnt perdeu um dente depois de ter sido 'derrubado' como no futebol americano pela segurança, e os três membros foram recolhidos por um helicóptero. Uma cena similar aconteceu no festival de Boston, acabando com o Green Day aparecendo nas notícias.

"Nós temos cenas negativas!"

Primeira foto da Warner, 1993
TC: "Essa é a casa onde rodamos o video de 'Longview', que ficava na avenida Ashby e Telegraph em Berkeley. É onde costumavamos morar. Era o porão de uma casa real e nossas cabeças costumavam a bater nos canos da cozinha. Haviam quatro pessoas morando lá, mas meio que explodiu."
BJ: "O lugar tinha três quartos, mas haviam nove pessoas morando lá no final. Eu meio que apareci no sofá do Tré um dia e nunca mais fui embora."

Peça de Natal na Wigan, 1993
MD: "Nós fizemos um show de Natal lá. Nós aparecemos e toda banda na lista estava fazendo algo especial para o show - uma estava vestida como o Kiss, uma como o Sex Pistols. Nós descobrimos que iriamos fazer uma cena de Natal. Então eu narrei tudo como se eu fosse um Papai Noel anorexico, ao invés dos três sábios, nós tinhamos um punk sábio [Billie Joe], nosso amigo Aiden era a parteira e Tré era o babê Jesus. Nós tinhamos o coelho da páscoa também. E tinhamos uma placenta feita de sopa em uma mochila. Foi uma grande noite..."

Foto do Coelho, 2002

TC: "Assim é como nós anunciavamos nossa chegada há uns anos trás. Começou por acidente; nós ouvimos esse grito do palco uma noite, e quando olhamos o coelho estava lá fora. Ele era um alcólico. Ele bebia cervejas, dava um tapa no bagulho e então entrava no palco. Eu me lembro que em Dublin ele tomou duas Guinnesses de uma vez."

Insômia, exaustão e pânico
Uma coisa que Billie Joe temia mais apesar da explosão nuclear da experiência do 'Dookie' era que sua banda se tornasse uma 'banda passageira'. Você pode entende-lo: sempre havia mais do Green Day do que chegava aos ouvidos, mas é impossível gostar da música da banda nos termos mais casuais. O 'Dookie' ficava na cabeça, era imediato e acessível; o Green Day estava no aqui e agora.
Ainda vai permanecer um dos grandes mistérios da carreira da banda como o 'Insomniac' de 1995 foi tão casualmente rejeitado pela crítica como sendo o 'Dookie parte II', quando estava claro para todos com um QI maior que seis que não era. Desde a capa, era um álbum sombrio, problemático e bem enrolado. Apresentava músicas que se preocupavam com viajens de drogas ('Geek Stink Breath', 'Brain Stew') com perdas e alienações ('Sturat And The Ave', 'Westbound Sign'). E em 'Panic Song' a música se centra em uma introdução de dois minutos que troveja e detona de maneira a justificar seu título.
Falando em pânico, o Green Day parece estar em um. Esse é o período que Billie Joe Armstrong confessa estar predisposto a ataques de pênico, e o grupo cancelou a tour européia em 1996 devido a exaustão.
"Nós chegamos a ir a Inglaterra antes de cancelarmos essas datas," diz Billie Joe. "Mas aquele período inteiro não foi muito bom para nós. Todos na banda estavam tendo ataques de pênico. Nós estavamos fazendo coisas estúpidas, como tentar nos gerenciar. E quando nós tocavamos ao vivo estavamos tocando muito rápido - não tinhamos balanço, então até mesmo os shows soavam como se estivessemos tentando acabar com tudo. E, basicamente, alguma coisa tinha que acabar."
"Eu estava tendo ataques de pânico o tempo todo," admite Mike Dirnt. "Tudo o que aconteceu conosco tinha finalmente me atingido. Foi uma época bem estranha."


Reagrupando para o 'Nimrod'
Eles voltaram, e eles voltaram forte. Não, eles voltaram mais fortes que nunca. Nas únicas férias de verdade que a banda curtiu desde 1989, o Green Day descansou e reavaliou, e retornou com um álbum que era seu melhor até agora. O 'Nimrod' foi o tipo de álbum que aumentou as apostas naquilo que poderia se esperar de um álbum de punk-rock moderno. O álbum era fora de comparação; enraizado pelo trabalho de bateria de Tré Cool, preenchido pelas cordas eslásticas e enfáticas de Mike Dirnt e queimado pelas guitarras e melodias de Billie Joe Armstrong. O álbum apresentava muitas das melhores músicas do Green Day - 'Uptight', 'Reject', 'Nice Guys Finish Last', 'The Grouch', 'Hitchin' A Ride' e a linda acre-doce 'Good Riddance (Time Of Your Life)'. O 'Nimrod' pode também ter sido comprimido - talvez, muito comprimido - mas dos 18 músicas, nenhuma pecava em termos de qualidade.
"Eu me lembro de ter ouvido na época que a música com guitarras estava morta, e que a música eletrônica era a novidade," diz Armstrong. "Eu achei aquilo ofensivo. Com o 'Nimrod' nós queriamos provar para nós mesmos como banda, que eu acho que foi algo que conseguimos fazer. Nós tentamos coisas que nunca tinhamos feito antes e saiu muito bom. Eu sou muito orgulhoso desse álbum."
Talvez o Green Day tenha deslizado nesse ponto - depois de ter lançado um sucessor para o 'Dookie' isso foi visto como sendo um 'desapontamento' (apesar de não ter sido) e depois de um tempo longe das luzes. Um grande eleitorado desanimado viu a banda como uma coisa descartável, e 1997 foi um ano tão bom quanto os outros para descartar. Só eles não eram, e 'Nimrod' foi a razão.
Sem deixar de lado seu começo punk rock, o Green Day cresceu como uma banda que todos gostavam e reconheciam. Tanto que 'Good Riddance (Time Of Your Life)' foi escolhida como a canção para acompanhar a saída da Inglaterra da copa do mundo de 98 (BBC) e, nos EUA, os créditos para o episódio final do seriado de comédia que foi um hit esmagador, 'Seinfeld'.


Reis do Estádio
Na época que o Green Day se retirou para o que parecia uma eternidade - foram dois anos, na verdade - para se prepararem para o set do 'American Idiot', a noção deles tocando dentro e fora de teatros e para um vasto número de pessoas se tornou normal. Em Julho de 2002 eles tocaram por duas noites no Wembley Arena (a segunda noite.

"Nós temos cenas negativas!"

Vote Billie Joe, 2000
BJ: "Fizemos um comercial engraçado onde eu estava concorrendo para presidente. Mike era o vice-presidente - ele tinha esse grande penteado - e Tré era a primeira dama. Está no website!"
MD: "E então fizemos uma paródia caluniosa. "Não vote nele, ele é um saco!", e dizendo, 'quão bem você conhece o Billie Joe?'."
BJ: "Mas nós tocamos em um festival no estádio RFK (em Washington DC) e tocamos ambos os anúncios em uma grande tela. As pessoas estavam assistindo, meio, 'O que?'."Foi humilde em capacidade vendendo apenas 1000 ingressos) assim como para 20 mil pessoas estranhas em Manchester, Cardiff e Nottingham. E quanto maior o lugar, maior a banda parecia.
"Uma das coisas mais importantes para mim é que somos uma banda incrível ao vivo," diz Billie Joe Armstrong. "Nós não paralizamos no palco tocando para um monte de pessoas, eu acho que essa é uma coisa boa que você pode falar de nós. Nós sabemos como tocar esses tipos de shows - apesar de adorar tocar ao vivo, em um estádio ou em um pequeno club. Mas é muito bom quando você pode ver um oceano de pessoas na sua frente. Eu me lembro no Reading [em 2001] que tocamos antes do Travis, e alguém disse 'Como o Travis vai conseguir acompanhar isso?'. Eu gosto como eles usam a palavra 'isso'. Eu gosto do fato das pessoas descreverem nosso show ao vivo perguntando, 'Como alguém vai acompanhar isso?'."
Mas a mais memorável turnê desse período aconteceu nos EUA, com a aparição do Green Day na 'Pop Disaster Tour' em 2002. Um co-show junto ao Blink 182, foi uma viagem de dois meses ao redor de anfiteatros e arenas da America do Norte - Incluindo o Madison Square Garden em New York (17.000 pessoas) e os 30.000 assentos do Tweeter Center em Chicago. Ambas as bandas dividiram o mesmo tempo de palco (70 minutos) com o Green Day aparecendo primeiro. A banda não fez nenhum bônus pelo fato da intenção deles aceitarem a tour foi tirar o Blink 182 da água toda noite. E de acordo com muitos críticos - esse escritor viu três dos shows - isso eles conseguiram fazer.
"Nós saimos para reclamar nosso trono como a banda de punk mais incrível ao vivo que existe," disse Tré Cool na época. "Não que o Blink 182 era a maior banda ao vivo de todas, mas com todos os muleques vindo ver o Blink foi legal ter a chance de romper suas percepções de como as coisas são."


Inimigos do Estado
Se o novo álbum do Green Day 'American Idiot' não é cheio de músicas políticas - a faixa título, 'Holiday' e 'Letterbomb' são as três que mais tem histórias políticas - eles fizeram um álbum que é informado por políticos; pelo que a America está fazendo consigo mesma.
O ponto é esse: quando você acha que sabe o que o Green Day fará, eles surpreendem você. Eles seguiram o 'Dookie' com um álbum que espalhava desconforto; eles seguiram o 'Waring' - que ganhou apenas um ok hesitante dos fãs - com um álbum que ostenta não apenas uma, mas duas músicas de nove minutos, um álbum que surpreende mesmo depois de um mês tocando constantemente. A coisa mais fascinante sobre o Green Day não é o que eles fizeram, mas o que eles farão no futuro.

O que significa que essa história está no seu momento mais interessante agora. Essa história não está acabada, está apenas pausada.

O novo álbum do Green Day, 'American Idiot' sai dia 20 de Setembro pela Reprise.

"Nós temos cenas negativas!"

Video do 'Minority', 2000
TC: "Esse vídeo foi filmado em San Diego e basicamente nós fechamos toda área do centro. Isso custou muito dinheiro? Sim, tende a custar muito dinheiro se você planeja contratar a cidade inteira."

A tanga, 1998
BJ: "Como eu começei a fazer aquilo? Cristo!"
MD: "Um garota em Seattle te deu uma."
BJ: "É. E durante 'King For A Day' uma noite eu me despi e foi um sucesso, então eu comecei a fazer isso. Eu fiz isso no festival Hell's Angels uma noite eu e eu me lembro de ter pensado. 'Oh meu Deus, Eu vou morrer!". Dave Grohl me deu duas de estampa de leopardo, em turnê."



Green Day: Os Álbuns
A estrada do quarto de ensaio ao 'American Idiot'

'1,039 Smoothed Out Slappy Hours'
1989, Lookout!
Coletânea de velhos EP´s indies que os punks lançaram sem vergonha nenhuma. Soltando versos como, 'I feel forgotten, I feel like rottin' (Me sinto esquecido, me sinto apodrecendo) gotejado com angústia, mas soa divertido demais para ser amargo.

'Kerplunk'
1991, Lookout!
De volta ao básico antes de ter saido dele, o 'Kerplunk' serviu para mostrar ao mundo que havia uma nova e indecente bandinha de punk no bairro. Extremamente excitante, essa essencia destilada do Green Day ainda não tem comparação com seu sucessor.

'Dookie'
1994, Warner/Reprise
Sem duvida nenhuma o primeiro álbum punk a se tornar um colosso internacional ao ser lançado. O 'Dookie' era agressivo, esnobe e afiado. Um 'punk em um grande selo?' o debate começou em ambos os lados da lagoa. A banda pouco se fudeu? Adivinha ...

'Insomniac'
1995, Warner/Reprise
Na verdade, eles se preocuparam, porque seu álbum mais negligenciado é uma proposição ainda mais complicada: '86' trata explicitamente do medo da não aceitação e da falsidade. A capa e as músicas transpiravam preocupação. A qualidade era alta. Para onde ir agora, afinal?

'Nimrod'
1997 Warner/Reprise
Acusado de tocá-lo gananciosamente com o 'Insomniac' o Green Day não pode recuar com esse genero expandindo 'tour de force'. Aventureiro, transbordando de idéias, mas afiado e divertido como fuder, esse foi a dica de que o Green Day era realmente uma aposta de longa data.

'Warning'
2000, Warner/Reprise
Dois anos depois de lançar o 'Nimrod', o 'Warning' encontrou o Green Day descendo o pau, com músicas quase todas baseadas em blues, introspectivas e cercadas de escuridão. 'Everyboy likes a joke' (Todos gostam de uma piada) nota Billie Joe em 'Jackass', 'But no one likes a fool' (Mas ninguém gosta de um tolo)

'International Superhits!'
2001, Warner/Reprise
Prova de que o Green Day é a melhor banda de singles desde o The Clash e o Pistols. Elas eram bandas punk também. Uma para os reclamistas do 'Vendidos!' Pensaram, então.

'Shenanigans'
2002, Warner/Reprise
O audacioso bastardozinho irmão mais jovem do 'International Superhits!", essa é uma coletânia de singles B-Side e versões fascinantes. Amavelmente perverso e absolutamente típico.