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DUB Magazine
     
Vivendo em Sonhos Despedaçados
Não faz mal se vocë é adepto do hip-hop, metal, ou música eletrönica. Se vocë
tiver em algum momento a chance de ver o Green Day ao vivo, no fim do show vocë
vai se sentir a pessoa mais satisfeita apenas pelo fato de que nenhuma banda
hoje em dia consegue levar tanta energia em um palco e mostrar tanto amor pelos
seus fãs, tanto novos quanto velhos.
Entretanto, apenas há uns anos atrás o destino da banda foi colocado em mais
dúvida do que o destino de Anakin (Skywalker, para quem não tem a mínima noção).
O lançamento de 2000, Warning, recebeu críticas mistas, com fãs delirando com o
punk-rock ou simplesmente perdendo o tesão, dizendo que a banda havia tomado
outras direções.
Após o lançamento de International Superhits!, a primeira coletänea da banda, no
Outono de 2001 e um álbum de b-sides em 2002 (Shenanigans), o Green Day deu a
impressão de ser uma banda que estava no fim de sua carreira de sucesso. E nada
ajudou o fato de as fitas master de um novo álbum, com cerca de 20 faixas, ter
sido roubado do estúdio onde gravavam, parecia mais que a banda havia sido
amaldiçoada.
Na verdade, o fato de vocës estar lendo este artigo sobre o Green Day, é um
retrato sobre a perseverança da banda. Ao invés de gravarem o álbum roubado,
Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool, juraram produzir um álbum melhor. O
resultado foi American Idiot, que estreou em primeiro lugar na parada da
Billboard e se sagrou um tremendo sucesso além de um campeão de vendas com mais
de 10 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
O álbum, que foi chamado por muitas pessoas de "Ópera Punk-Rock", causou frissom
negativo dentre aqueles que apóiam George W. Bush e a invasão no Iraque. No
entanto, a banda viajou incansávelmente, tocando em locais completamente
lotados. No meio do caminho, o álbum recebeu prëmio de disco de platina 4 vezes
e a banda recebeu 7 indicações ao Grammy, vencendo a de melhor álbum de rock e
ganhando 7 dos 8 prëmios aos quais foram indicados no VMA americano da MTV.
E isso ainda ajudou a venda dos álbuns mais velhos, especialmente o Dookie de
1994, que agora recebe o título de diamante, sendo indicado á disco de platina
10 vezes.
De longe, o maior hit de American Idiot tem sido "Boulevard Of Broken Dreams",
que também é seu single mais bem-sucedido até hoje. Caracterizado por um clima e
letras bem sombrios, a banda fala sob o ponto de vista de "Jesus Of Suburbia",
descrevendo sua solidão, após mudar-se para "A Cidade". Ele percebe que tem
andado apenas na mesma estrada que ele conhece, com nada mais do que apenas sua
sombra o seguindo. Desejando que alguém, algum dia o encontre, até que o façam,
ele vai andar sozinho, dizendo "Eu ando nesta rua vazia, na Alameda dos Sonhos
Quebrados, onde a cidade dorme e sou o único e ando sozinho..."
O vídeo, que ganhou 6 dos prëmios da MTV, mostra um carro todo ferrado e
corroído que algum dia já esteve melhor e acaba criando o tom do vídeo. O carro,
que também foi mostrado em "Holiday", teve sua aparição no VMA's quando a banda
chegou ao local da premiação e tem sido "linkado" à banda diretamente.
Então, de onde veio este carro? Vamos falar sobre uma restauração extrema. como
o famoso monstro do Dr. Frankenstein, a conversão do Mercury Monterrey de 1968,
começou de suas ruínas até virar um ícone top. O cientista maluco que deu vida á
este monstro foi James Washburn, que há 17 anos, monta carros em seu quintal.
"A banda entrou em contato comigo e disse 'Nós queremos entrar no VMA com o
carro dos vídeos, vocë conhece alguém que pode nos ajudar?'" e Washburn
disse..."Duh... Manda ele prá cá!"
Quando Washburn recebeu o carro, ele estava um desastre. Sem freio, sem tanque
de gasolina e sem barra de direção. O sistema de resfriamento, interior e
suspensão foram retirados. O chão do carro não existia mais e vários gatos
estavam vivendo ali no carro há dias. "Era um verdadeiro pedaço de lixo," disse
Washburn.
Dez dias.
"Vocë tem dez dias. Faça o que puder e por favor, de pressa... Ah, deixa ele bem
legal também, vocë sabe do que a gente gosta," a banda disse á Washburn. Um
pedido especial que tivemos foi, "vocë nos consegue uma máquina de fumaça?"
Disse Washburn. "Elas são particularmente para fazer fumaça e botar fogo, é
assim que eles ganham a vida, portanto, aí está a máquina de fumaça e de fogo no
carro."
Para este projeto, Washburn sabia que precisaria de ajuda, então, pegou seu
irmão e trabalhou em comissão, Danny Washburn e um amigo Jason "Tuc" Tuchson.
Enquanto o Monterrey '68 chegou com a pintura toda corroída a-lá Mad Max (graças
á equipe que fez os vídeos), Washburn e sua equipe, sabiam o que fazer.
Primeiro de tudo, como o Monterrey
tem rodas originais, Washburn colocou calotas radiais com duas polegadas e meia
de banda branca nos pneus. Para completar o visual, ele colocou um set de formas
de outro mundo nestas calotas, parecendo anéis de Saturno, feitas pela Mooneyes
Equipment Co. Os freios foram re-feitos com discos de 11 polegadas na frente e
de 9 atrás.
Para a suspensão, Washburn instalou um sistema Air-Ride Tchnologies BigRed Max
com controle de quatro saídas e tanques gëmeos de 5 galões e compressores gêmeos
da Vlair com linhas de meia polegada (menos de um segundo de tempo de freio). E
ele ainda instalou um cilindro de 100 metros cúbicos de nitrogênio para ajudar
quando estiverem se mostrando.
Embaixo do capö, mora o coração do monstro. Um motor de 300 cavalos/390
cilindradas com barras Holley no qual Washburn instalou novos sistemas de
resfriamento e embreagens. Completando os desejos da banda, Washburn jogou uma
máquina de 1.000 watts e 100 volts para completar a máquina de fumaça. "Rock
Stars amam máquinas de fumaça," Ele instalou ainda uma buzina de caminhão de
32-músicas e uma bateria marina de 12 volts para aguentar tudo em um
amplificador de 120watts. E então colocou um tanque de alumínio de 20 galões
dentro do carro.
E então, tem o escapamento "LOUD" do carro. Washburn colocou dois escapamentos,
um de cada lado, com cerca de 80 centímetros cada e equipados com o lança-chamas
que lança chamas de até quase 50 centimetros para fora do carro. "Estamos
colocando mais para frente propano ao invés de nitrogênio para lançarmos chamas
de até um metro," ele ri. "Entre no carro e você vai encontrar bancos com
textura de leopardo feita pela King Kovers, de Oakland, Califórnia, um volante
em forma de corrente de ferro da Grant Products e um câmbio cromado da Gennie
Shifters, com uma caveira nojenta no topo, cortesia da Mooneyes.
Componetes de áudio? Que tal um deluxe original? Um rádio A.M. com antena
quebrada e um falante rachado? Que tal vídeo ou navegação? "Um vidro da frente
sujo e uma bússola," Washburn disse.
E então, está pronto.
"Ah, e para deixar registrado, nós demos um jeito nesse carro em 10 dias," ele
disse. "Agora que acabou, a coisa mais legal de se fazer, é ligar o lança-chamas
enquanto tocam o tema de 'Rocky' na flauta e a fumaça rolando na rua.
Washburn, para quem não sabe, é fundador da "Backyard Believers" um clube de
carros que faz shows com bandas, carros, motocicletas, cerveja e comida,
geralmente duaz vezes ao ano. "Todos os caras da banda, são do clube," ele
disse, "Billie Joe, Mike, Tré e eu crescemos juntos desde o colegial. Ainda
somos bons amigos."
Washburn mencionou que quer abrir uma loja ainda no verão, deste ano.
Enquanto a banda se prepara para terminar a turnê na Austrália neste mês de
Dezembro, a venda de seu álbum continua crescendo exponencialmente e, como dito
no começo, com um show desses ao vivo, que continua ganhando novos admiradores,
satisfazendo entusiastas que aparecem e até mesmo ganhando seus fãs de volta. "O
Green Day é o melhor grupo de pessoas que eu conheço," Washburn disse. "O carro?
Eu adorei, vou fazer um igual para mim!"
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