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FHT - Resenha do show da banda na revista NME



Abaixo a tradução da resenha do show do FHT em Little Rock, Arkansas. Reparem que é exatamente ao contrário de outra resenha do mesmo show que postamos aqui no site.

"Quem diabos você está chamando de Green Day?

Então você lança um álbum conceito que define sua carreira, te dá um bocado de Grammy's e os posiciona como uma das maiores bandas de rock n' roll do mundo. O que viria agora? Bem, primeiro, descanse um pouco nos dois primeiros anos. Após, abaixo as convenções e retorne às suas raízes, grave umas canções bem rock de garagem e de início a sua tour em um mini-clube de Little Rock, Arkansas com capacidade para cerca de 300 pessoas.

Por mais de 20 anos, o Green Day tem dado risada orgulhosos aos sinais de uma estrada na indústria fonográfica. E hoje á noite não é diferente, assim que seus alter-egos "não tão secretos" Foxboro Hot Tubs entram no palco do Juanita's Cantina Ballroom. Vindo de dois shows de aquecimento que foram bem rápidos, Billie Joe Armstrong, que se auto-intitula "Reverend Strychnine Twitch" já chega no espírito da coisa gritando "Nós ficaremos bêbados hoje!" E com esta promessa, eles começam o riff cortante de "Stop Drop And Roll", a faixa-título do álbum recém-lançado.

Nós todos sabemos que Tré Cool e Mike Dirnt tem uma energia equiparada á de atletas Olímpicos, então não é de se esperar que a velocidade do show não seja menor do que isso durante as duas horas de espetáculo de hinos aos cabelos espetados! Isto é um garage-rock em uma distorção gloriosa, cheia de riffs marcados e gritos neandertais! Não é um mundo completamente diferente do Green Day, claro, mas distante o bastante para que as pessoas que ficaram cerca de 12 horas na fila pudessem se sentir refrescadas.

A energia contagiante, como sempre com o Green Day é a marca registrada. para um homem com a experiência de Billie Joe ele exibe uma movimentação de palco de dar inveja a muito garoto, levantando os braços e rolando no chão, enquanto segura a cena com um cabelo descolorido e óculos em forma de corações vermelhos (como espécie de um disfarce muito mal feito). Ele joga o fio do microfone como o chicote de um mestre de circo, mergulha na platéia com os braços abertos e toda hora enfia a sua cara nas caras das pessoas na primeira fila. Um pouco depois, durante a performance de "Ruby Room", ele joga em si a maioria de uma lata de Pabst Blue Ribbon (a cerveja que ele cita na canção), jogando o que restou, em sua cabeça. A única canção do Green Day da noite, e que combinou muito bem, "Blood, Sex And Booze" continua deixando todos loucos. É um toque punk ás canções que fecham o show como "Highway 1", "Dark Side Of Night" e "Red Tide".

Rola, ainda, um pequeno "bis" com a banda tocando uma longa versão de "A Quick One While He's Away" do The Who, com Armstrong nadando no público em seu clímax! Colocado de novo no palco e em pé ele grita "Vocês estão perdoados!" (You are forgiven, em referência à canção). E é assim com o Foxboro Hot Tubs/Green Day/Quem quer que seja: Através das dificuldades, álbuns secretos e estádios lotados ao redor do mundo, no momento, eles AINDA são a melhor banda da América."

Fonte: NME.com / GreenDayAuthority.com

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