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Winston Smith
Armado com uma lâmina e uma sagacidade doentia, o modo de trabalho dele desde 1970 tem sido "seqüestrar" imagens inocentes das páginas de revistas antigas e então, colá-las diabolicamente em posições comprometedoras e politicamente reveladoras em suas imagens e colagens surreais. O jornal SF Weekly, de San Francisco, escreveu "Trabalho verdadeiramente subversivo" em uma resenha do primeiro livro de Smith, "Act Like Nothing's Wrong". "Talvez o mestre das colagens mais vibrante desde Max Ernst," foi escrito por Frank Kozik um conhecido artista do underground, que ainda credita Winston por ser "o único responsável pelo estilo gráfico de uma geração inteira."
Winston começou a ficar conhecido por seu trabalho altamente chocante para a política, Idol - Jesus pregado em uma cruz de dólares no melhor estilo "troféu de boliche" que foi usado pela banda Dead Kennedy para a capa do álbum "In God We Trust, Inc." O álbum, que foi conseqüentemente banido na Inglaterra e condenado pela "American Religious Right", acabou jogando Smith e os Dead Kennedys permanentemente no hall da vergonha da cultura punk.
Duas décadas depois, o estilo de Winston continuava com seu teor político, mas também se desenvolveu em um surrealismo quase clássico. Seu recente trabalho de colagem para capa do álbum da banda Tijuana No!, “Contra Revolucion Avenue” foi chamado de o equivalente do cruzamento de "Guernica" de Picasso e o realismo social de um mural da época de Diego Rivera WPA. Outro belo exemplo de seu novo estilo, é a colagem de "Apocalypse Wow!", uma página inteira que foi comprada pela Revista SPIN que mostra um fim-do-mundo enlouquecedor, lotado de imagens aterradoras como anjos carregando espadas até poodles voadores.
Winston Smith, que antes era conhecido apenas pelos fãs da banda Dead Kennedys e pelo underground punk, tem ganhado popularidade na cultura mainstream. Ele tem se apresentado em San Francisco, Los Angeles, New York, Londres e Roma. Seu livro de estréia, "Act Like Nothing's Wrong", publicado em 1994 pela Editora Last Gasp de San Francisco teve suas ótimas resenhas publicadas em quase todas as revistas de variedades regionais e revistas nacionais. Sua jornada de 18 meses como ilustrador da página "Topspin Political" (de 1995 á 97) acabou levando seu trabalho á atenção nacional, assim como o seu prêmio de "Melhor Ilustração Para Capa de Álbum" pela "Association of Alternative Newsweeklies" em 1997. E do lado musical, sua colagem bizarra para a capa do álbum "Insomniac" dos neo-punks Green Day foi indicada como favorita em uma pesquisa com os leitores da Rolling Stone em 1996.
A crescente demanda pelas colagens humorísticas e controversas de Winston fez com que ele chegasse ao lançamento de seu segundo livro, "Artcrime", e á produção de sua primeira e inédita série de arquivos impressos colecionáveis. A excelente qualidade e tamanhos jumbo desta nova série de impressões só aumenta o já poderoso impacto visual de seu trabalho. Colagens intrincadas, apenas antes vistas em tamanho miniatura em capas de CDs ou em páginas de revistas, tomam uma nova vida quando impressas em papel especial e aumentadas em tamanho 3' x 4'. Chegamos ao ponto de partida do século XXI. É hora de chamar a polícia da arte. O trabalho do esperto criminalista da arte Winston Smith está finalmente sendo levado á justiça em cores.
*Texto traduzido do site oficial do artista, www.winstonsmith.com. Clique no link para fotos, galerias e outras informações.