.::Encontros e Desencontros: Mais Uma Vez Amor::.
 

Não. Realmente, Não. Ninguém iria imaginar o que o tempo poderia fazer com as pessoas. A idéia de cada um é desfrutar de tudo e aproveitar ao Maximo os dias ao lado de quem gostamos.
Mas não cabe a nos saber a hora em que iremos cair. Não há ser que tenha uma previsão concreta do destino de cada um.
Quando agente quebra o coração de alguém, há algo que possa nos fazer voltar atrás?O orgulho sempre será mais forte?Até mesmo o arrependimento pode suicidar uma alma perdida.
E é ai que tudo começa. Como todo o ditado Adverte “Quando à historia ganha um ponto final, tudo recomeça da linha de chegada.”
 
“Então, que assim seja...”.
 
 
 
Tempo. Vamos dar tempo ao Tempo.
E é partir daí que nossa história começa.
 
 
Encontros e Desencontros: Mais Uma Vez Amor
 

 Cap I

 
Sorrisos. Beijos. Amassos.Calor.
 
Frase destinaria: Lua de Mel
 
Mais sorrisos. Beijos. Amassos.Calor.
 
Rotina diária para uma noite de núpcias. Certamente.
O que um hotel perto de casa não fazia por certos casais, Não?
 
-TRÉ COOL!
 
O que passar horas dentro de uma ducha não fazia com sua presente esposa, Não?
 
-FALA AMOR! – O esposo berrou, mergulhando a cabeça dentro da banheira de água quente, esperando não ouvir o que a mulher falará.
 
-Saia desse banheiro Tré... – Ela repetiu, entrando no lugar evaporado pelo calor. Ergueu as mãos na cintura e se deixou bufar – Por favor.
 
-Ãh... Sim... – Ele sorriu pervertido, mostrando à língua para a morena. – Mas antes... Por que não toma um banho comigo?
 
-Mais um? – Arregalou os olhos com precisão e se sentou na borda da banheira – Querido... Por favor... – Soltou, tentando dar à expectativa de boa esposa. Tré riu com a sintonia em que ela falou aquilo.
                
-Querido? – Gargalhou com orgulho. Fran revirou os olhos e se levantou por impulso.
 
-Eu quero ser uma boa esposa. Por quê?Não tenho direito? – Ela sorriu cínica, indo até a pia lavar as mãos. O moreno riu com mais gosto ainda.
 
-Você?Boa esposa?O mundo ta perdido né?Essa estória de querido é ridícula, Franzinha! – Tré se levantou com dificuldade da banheira. Pegou uma toalha, enquanto à água ainda quente, escorregava por seu corpo.
 
-Franzinha? – Ela perguntou erguendo uma sobrancelha. Fez questão de não ficar olhando muito o marido nu, até por que, à noite passada já à tinha cansado muito.
 
 
-BOM DIA, FLOR DO DIA! – O homem gritou, indo até a sacada do quarto e abraçando a mulher com ternura.
 
-Bom dia, Mike – Ela resmungou em seu ouvido, apoiando a cabeça no ombro do esposo.
 
-Cansou, é? – Ele brincou, observando os pássaros sobrevoarem o céu azulado naquela segunda feira. Carol sorriu, e se soltou dos braços do moreno.
 
-Você me faz cansar – Disse entrando na brincadeira do rapaz. Ele sorriu e os dois rumaram para dentro do quarto.
A manhã se passou instável para eles.
Até que os recém casados desceram para tomar café no restaurante do hotel. Por casualidade, apenas Fran se encontrava lá.
 
-Cadê o Tré? – Mike perguntou, se sentando ao lado da mulher que se ocupava brincando com a torrada no prato. A morena se assustou com a presença do casal tão repentinamente
 
-Acordou. Tomou um banho de quatro horas e meia e agora foi dormir. – Ela respondeu com a maior simplicidade. Tomou um pouco do suco, e observou os amigos tomarem seu café.
 
-To vendo que você não foi à única que se cansou pro aqui... – Mike brincou, indicando Carol com os olhos. Fran riu
 
-É... Nem vou comentar. – A morena entrelaçou as mãos e deu uma mordida em um pedaço de bolo cortado no canto do prato. Carol revirou os olhos sem conter um sorriso.
Eles ficaram ali, por um bom tempo. Até que o relógio marcou onze horas. Fran falou que iria ir acordar o esposo, antes que ele dormisse mais que a cama.
Estava preste a se erguer na cadeira, quando uma voz conhecida preencheu as gritarias que ocorriam dentro do restaurante. A maioria das pessoas parou para ouvir um homem moreno cantarolando enquanto entrava no lugar
 
-STARLIT NIGHT, THE MOON SHING BRIGHT, YOU ARE THE ONE I HEED… - Ele cantou, avistando a mulher e os amigos numa mesa. – E AI GENTE! – Levantou os braços, sorrindo. O pessoal que se mantinha tomando café e olhando o desconhecido, cochicharam uns para os outros o quão retardado aquele rapaz aparentava ser.
 
-Tré... Quieto... – Fran murmurou, tentando parecer normal sabendo que tanta gente via que ele aparentava algo com os que estavam naquela mesa.
 
-O que? – Ele perguntou alto. Mas não tão alto quanto aos que gritaram a seguir.
 
-AI MEU DEUS!MIKE DIRNT... TRÉ COOL!GREEN DAY! – Um unido de garotas gritou em coro. Os dois amigos trocaram olhares de “Ferrou tudo” e se prepararam para correr.
Tarde de mais... Foram alcançados pelo galinheiro ambulante.
Fran e Carol suspiraram exasperadas. Aquilo iria acontecer freqüentemente. Quase todo o tempo. E elas não estavam gostando muito da idéia.
 
 
“O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele”.